II
A água da piscina
estava perfeitamente gelada, ondulando na metade da barriga queimada de
sol de Lauro. Ele deu o último gole do seu drink cheio de leite
condensado e outras frescuras. A preguiça falou muito mais alto, e daqui
pra frente era só cachaça mesmo, ao alcance das mãos. E já são quatro
horas. Eu acho. Afundou a cabeça na água, soltando o ar pelo nariz em
enormes bolhas.
Levantou
com o cabelo pingando e cobrindo todo o rosto. Jogou tudo para o lado a
tempo de ver Silvia largando no chão o vestido de florzinhas, que
cobria o biquíni branco, e pulando de pé no outro extremo da piscina,
tampando o nariz e apertando os olhos.
Ela
nadou até ele, e apoiou os braços na borda. Esticou um braço em direção
à garrafa, passada a ela logo depois que Lauro deu um gole ele próprio.
– Eca – ela disse com uma careta de língua para fora, devolvendo a garrafa.
– Cadê o Marcos? – ele perguntou, enquanto Silvia observava seus próprios pezinhos balançarem lentamente debaixo d'água.
–Sei lá. Fazendo cocô.
Lauro sorriu e afundou mais uma vez.
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