domingo, 18 de dezembro de 2011

Soltando os dedos um a um, deixando a vida para trás. A fumaça era azul e cintilava diante dos seus olhos fechados. Sentada numa rocha bem no meio da correnteza, sentindo tudo passar, de olhos fechados. E forçando um sorriso leve. O vento grosso quebrando nas bochechas. 

Foi virando poeira aos pouquinhos. Se misturou ao rio, nunca chegou ao mar. Alguns grãozinhos se prenderam às pedras que lembravam os seus olhos.
esquecer

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