terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O mato queimado ondulava sob o vento forte, ladeando a estrada de terra que ligava a varanda larga ao horizonte verde escuro. A casa de madeira rangia junto com a velha cadeira de balanço; um sujeito respirava com dificuldade, no ritmo do movimento suave da cadeira. Olhos transparentes, fixos e atentos.

Um segundo homem, ligeiramente mais novo, saiu pela porta aberta. Sua voz era o motor de um carro velho.

"Tem certeza?"

O outro nada respondeu, piscou lentamente e abaixou um pouco o queixo.
Levantou-se pesadamente, inspirando, rouco. Enquanto os dois atravessavam a varanda, as botas batendo contra a escada de tábuas tortas, a poeira fina caía das suas camisas amassadas.

O sol estava baixo e vermelho sangue quando sumiram no horizonte, a passo firme.

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